quarta-feira, 22 de abril de 2009

maria

maria silenciosa.
maria de gestos.
maria das mil e uma botas.
maria das mil e uma bolsas.
maria das mini-saias
maria quer coca-cola.
maria quer comer o que tiver.
maria elogiosa.
maria passeadeira.
maria feliz.

maria coisa de Deus.

o encontro de oito vozes

como havia dito, publico uma foto da apresentação do octeto vocal da fundação clóvis salgado, no último dia 17. claro que o público não foi o ideal, mas quem estava lá aplaudiu de pé. subindo pela escada de caracol, no fundo da igreja matriz, cheguei neste ponto alto, que oferece uma visão privilegiada. depois, com a melhor companhia do mundo, fui na inauguração do "novo" bar triângulo, agora sob direção de karine e vander. e, como para nós, o melhor lugar do mundo é a nossa casa, lá foi o nosso último e melhor destino de sexta-feira.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

momento de cultura

peço desculpas a quem me lê e acessa este blog. eu realmente acabo me envolvendo em várias coisas ao mesmo tempo e reservo um curto tempo para me dedicar a tarefa tão gostosa de postar coisas aqui. tenho uma notícia, embora esteja divulgando muito em cima da hora, mas nunca é tarde para divulgar boas notícias.
um projeto de interiorização da cultura da secretaria de estado da cultura, através da fundação clóvis salgado, trará a dores do indaiá, hoje, às 20 horas, o octeto vocal, em única apresentação, na igreja matriz de nossa senhora das dores. no ano passado, o mesmo projeto trouxe a dores o quarteto de trombones, numa apresentação realmente emocionante. na próxima postagem, vou mostrar as fotos desta apresentação. (mais informações no site www.doresdoindaia.mg.gov.br). o grupo é este:

quarta-feira, 8 de abril de 2009

interessa?

aqui, todo mundo me vê. se quiser me expor, só me falta a coragem.
acontece que, apesar de o tempo ter me passado uma rasteira - eu achei que choveria, em minha cabeça há um montinho de negras nuvens, porque ao contrário do que manda minha natureza, fiquei à margem do rio manso. como não bastasse a ausência das palavras ditas, falta-me as palavras pensadas, e mil letras sem sentido borbulham em minha cabeça, que dói.
sei que isso não tem relação direta nenhuma com a realidade da cidade, que é o propósito mesmo deste blog. mas tudo bem, já que vou ali em luz e só volto ao descer da tarde. meu coração ficará grudado aqui, com os pés sujos de poeira, sonhando com a paz do lar, com saudade de dizer e fazer o que é certo.
minha amiga lígia sempre diz pra eu rezar, mas ando perdendo o fio desta meada também.
bom, como sou moça que alguma coisa entende, é bom que eu separe o trigo do joio: o que é trabalho é trabalho, o que é amor é amor e o que é blog é blog.
este feriado é uma ótima oportunidade para arrumar as baguncinhas dos armários e guarda-roupas, jogar um bocado de coisa fora, colocar as roupas para tomar um ar fresco e sorrir mais.

terça-feira, 7 de abril de 2009

a criatura e o criador

é mesmo coisa causadora de alegria o que o ricardo costa consegue fazer com o que encontra na natureza. tudo vira arte em suas mãos. galhos de mil formas inesperadas, que não passam por grandes interferências; madeiras maciças de ex-árvores troncudas de várias tonalidades; o verdete e o "rosete" (nome que dei ao verdete rosa)... tudo se transforma em peças que dá vontade de ter em casa, como a africana que segura o pão, ilustrando a fome; o guerreiro modernista; o escravo no tronco; um ser indefinido cheio de influências artísticas; um oratório de pedras santana, um macaco como este da foto. ricardo costa é grande artista e encontra no talento de esculpir o verdadeiro caminho para a divulgação de sua arte. seu ateliê está quase totalmente pronto, com piso de ladrilhos hidráulicos, uma janela para o mundo e um chafariz na porta. vale uma visita, vale uma aquisição, vale a admiração. ele está se preparando para apresentar seu trabalho, em forma de livreto, para as principais galerias de arte do estado.

especulações em torno da exposição

Gente! Pousou um helicóptero na Praça Lacerda hoje de manhã! Foi o empresário João Wellington que veio participar de uma reunião no Sindicato Rural, para tratar de assuntos de exposição. Não é todo dia que pousa um pássaro desses na minha cidade! A foto foi feita pelo Du, companheiro bom.

quarta-feira, 25 de março de 2009

"eu adoro o outono"

a chuva está caindo aqui em dores, em bons bocados, quando cai.
acordar com um banho de água fria do céu é um grande estímulo para continuar debaixo do edredon.
esta foto da praça alexandre lacerda filho mostra alguns elementos típicos da cidade: esta árvore delicada, meu pai diz que é sândalo. eu pesquisei até na internet mas não achei nada parecido, mas acredito no que ele me disse. a gente esfrega as folhinhas com as pontas dos dedos e o cheirinho que dá é bom, parece mesmo com os odores de incenso. tem algumas delas também na praça da rodoviária. parecem árvores de sonho.
o banco... humilde e solitário, pode ser testemunha de fofocas e confidências, de amores - seus inícios e seus fins.
os paralelepípedos, paralelos, unidos e maciços. contam histórias, sabem de pisadas e pegadas, engolem a poeira e sorvem o orvalho das madrugadas.
passo muito por essa rua no cotidano que o meu coração escolheu. rua coronel alexandre. eu queria muito saber quem foi esse coronel alexandre.

sexta-feira, 20 de março de 2009

a vida tem força

donatela foi encontrada abandonada, junto com sua irmã. ficou só ela conosco, a favorita, sempre simpática, carinhosa, inteligente, alegria pura. teve o primeiro cio, o primeiro caso de amor escondido, a primeira gravidez. uma vida intensa antes mesmo de completar 1 ano. ontem, dia de são josé, como previa a tia inês, nasceram os membros da creche canina. seis, mas não foi tudo de uma vez. três machos: dois malhados e um preto. três fêmeas: duas malhadas e uma preta. se você é uma boa pessoa, gosta de cães e gostaria de ter um desses lindos filhotinhos, deixe aqui seu comentário.

dia de reunião

hoje fui ao cedro do abaeté, para uma reunião de trabalho do circuito turístico caminhos do indaiá. luz, serra da saudade, estrela do indaiá, dores do indaiá, quartel geral e cedro do abaeté são os municípios participantes. temos trabalhado muito para a ideia prosseguir com sucesso. este almoço, tipicamente mineiro, foi feito pela dona anita, uma cortesia da prefeitura do cedro. a senhorinha cheia de graça é a dona maria de lourdes, que tem duas irmãs - também marias - que moram em dores. ela estava com uma cara de promessa de quitanda à base de milho...

quarta-feira, 18 de março de 2009

pedaço de retrato imaginado

sinto-me um pouco pesarosa porque estou sem poder fotografar. questões simples. pilhas. aguardo a chegada das recarregáveis e evito comprar mais e mais pilhas tradicionais. até bom que economizo e não produzo lixo. sendo assim, vou tentar reproduzir, textualmente, a imagem de dores do indaiá hoje. você não se importa de eu usar só letras minúsculas, não é? acho que é coisa de estilo mesmo.

hoje está de sol.
um sol amarelinho como sempre, mas com menos energia do que nos dias anteriores.
o pouco que vi da rua ainda foi apressadamente.
acordei com as galinhas do vizinho agitadas. lembrei-me de mim. meu pai dizia que eu não gostava do quintal, mas isso não é verdade.
fiz o café. não para mim. para dois. na verdade, especialmente para ele.
saí cedo para a manicure. coloquei o lixo na calçada. vi os meninos e meninas indo para a escola e me lembrei de mim antes. gostava mais do uniforme do maternal do benjamim. camisa xadrez pequeninho, vermelho com branco, botões e gola. vestido azul bem custoso, com bolsos laterais e fivelas nos ombros. coisas inesquecíveis essas. meias vermelhas. sapatos pretos. e aqueles cheiros de infância que ficam presos lá atrás.
vi no jornal a ginástica facial. e imitei tudo. a sandra anenbergh riu de mim e eu ri dela.
para quem está com saudade daqui, dores do indaiá convida a gente pras coisas calmas.
e eu te digo que mesmo não estando lá fora, posso ver tudo com os meus olhos de dentro: as pessoas indo para a faculdade e para as caminhadas, as velhinhas fazendo janta, as roupas sendo recolhidas nos varais, as libélulas e borboletas procurando o conforto do amor.
o meu desejo ainda permance: pão de queijo com requeijão cremoso e o meu café.
a rotina nos envolve como um lençol gigante sem necessidade. hoje eu preciso me livrar dele.