quarta-feira, 5 de maio de 2010

a volta dos que não foram

o outono me empurra com seus dedos velhos

pelas ruas desta cidade, vejo o tempo se espalhar em nuances e odores
as mulheres em sua grata profissão de varrer... varrer...
e o mineiro hábito de fazer fogueirinhas ao pé da calçada

sombras me dizem que não estou só
(enquanto houver sol, enquanto houver luz)

Um comentário:

Bruno disse...

Só lembramos quando vivemos de novo.
A lembrança não dirige, toma carona.